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  • O perfume da folha de chá, Dinah Jefferies



    Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

    O perfume da folha de chá
    Dinah Jefferies
    Tradução: Alexandre Boide
    Ano: 2017
    Páginas: 432
    Editora: Paralela

    Quando soube da existência desta obra a primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa! Pode parecer estranho, pois quem me conhece sabe que este é um dos detalhes que observo por último em um livro; mas esta capa em especial me levou para a trama do livro, da personagem e fiquei bastante interessada. Minha vontade aumentou quando li a sinopse e vi que se tratava de um livro que trazia temas como maternidade, família e relacionamento amoroso. Além disso, o recuo histórico foi um outro ponto positivo que me cativou e todos estes elementos fizeram com que a leitura de O perfume da folha de chá fosse uma aventura agradável e prazerosa. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta história?

    Desconstruindo Una, por Una

    Sinopse: West Yorkshire, 1977. Um assassino em série está aterrorizando o pequeno condado inglês, e a polícia encontra dificuldade em resolver o caso – mesmo tendo interrogado o assassino (sem o saber) nada menos que nove vezes. Enquanto a história se desenvolve ao seu redor, Una, então com 12 anos, vivencia uma série de atos violentos pelos quais se culpa. Por meio de um entrelace de imagem e texto, Descontruindo Una examina o significado de se crescer em meio a uma cultura na qual a violência masculina não é punida ou questionada. Com uma retrospectiva de sua vida, Una explora sua experiência e se pergunta se algo realmente mudou, desafiando a cultura que exige que as vítimas de violência paguem por ela.





    Autora: Una

    Tradutora: Carol Christo

    Editora: Nemo

    208 páginas 

    Apesar de ser um quadrinho, o tema trazido por Desconstruindo Una faz dele um livro que só conseguimos ler aos poucos. É denso e forte e, muitas vezes, parei a leitura para respirar, para sair daquele local de dor e de sofrimento onde a leitura me colocava. Mesmo assim, a leitura de Desconstruindo Una é altamente necessária e atual. Fala da violência contra a mulher e do sofrimento que se é viver num mundo machista e misógino como o nosso. A história se passa entre os anos de 1975 e 1980, anos que coincidem com o fim da infância e os primeiros anos da adolescência de Una, em Leeds, Inglaterra. Nesta região os habitantes conviveram com o terror trazido por um psicopata que violentava e matava mulheres, Peter Sutcliffe, que ficou sendo conhecido como o Estripador de Yorkshire. Ele foi acusado por matar pelo menos trinta mulheres e tentar matar outras sete.



    Pensei que fosse verdade, Huntley Fitzpatrick

    Sinopse: Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.


    Pensei que fosse verdade
    Huntley FitzPatrick
    Tradutora: Heloísa Leal
    Ano: 2016 
    Páginas: 335
    Editora: Valentina

    O que você vai ser quando você crescer? Esta é uma pergunta que ouvimos desde que somos bem pequenos e desde então já se instaura em nós esse desejo do sucesso e de ser diferente também da realidade em que fomos criados. A adolescência é a fase em que esse desejo e mais mil outras coisas batem acelerado em nosso coração e tudo acontece ao mesmo tempo e sem trégua. Com Gwen Castle não foi diferente.

    Ela tem 17 anos e é descendente de imigrantes portugueses. Vive com sua família na pequena ilha Seashell, muito procurada no verão para turismo. É a filha mais velha e ainda faz pequenos trabalhos para também ajudar a família, composta pelo pai, que é dono de uma lanchonete; a mãe, que é faxineira; o irmão, que tem necessidades especiais e há também o avô e o primo. Embora todos os personagens familiares não pertençam ao mesmo núcleo, podemos enxergar uma família forte, nutrida por laços de cuidado, apesar dos desencontros que sempre fazem parte do cotidiano.

    Lançamento: Maria e Eu, de Vanda Amorim

    Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, de acordo com pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Mas como apenas 30 a 35% dos casos de violência sexual são registrados, pode ser que essa relação seja "de um estupro a cada minuto", de acordo com Samira Bueno, cientista social e diretora do FBSP. O último dado sobre isso aponta que o país registrou, em 2015, 45.460 casos de estupro, sendo 24% deles nas capitais e no Distrito Federal.

    Retratando essa realidade tão cruel e forte, Maria e Eu, obra da advogada Vanda Amorim que acaba de ser publicada pela Editora Letramento, traz um diálogo emocionante e sensível entre a jovem Maria e o leitor. Vítima de abandono e tortura sexual, a personagem narra detalhes impactantes sobre sua trajetória de vida, além da luta que enfrentou para superar o passado e recomeçar.

    De origem simples e moradora de uma comunidade carioca, Maria sofria abuso sexual do padrasto desde os quatro anos de idade. Aos 12, a mãe deu a ela um prazo: a adolescente tinha dois anos para sair de casa. Abandonada, aos 14, e grávida de um filho que não queria, foi jogada a própria sorte.

    "Com a barriga vazia de comida e cheia de uma criança que eu não queria, perambulei por horas pelas ruas do Rio de Janeiro, sem saber que rumo dar à minha história. Foi triste e humilhante. Passei o meu aniversário na rua, sem roupa, sem comida, sem dinheiro e sem nem um fio de esperança". (p. 34)

    Mas, afinal, como aceitar a gravidez e um filho fruto de uma violência sexual e de anos e anos de abuso? Com uma linguagem acessível e envolvente, Vanda expõe, com muita delicadeza, a trajetória de uma jovem, vítima de um sofrimento motivado pelo abandono social, que favorece a brutalidade e a selvageria.